
O telefone guia o percurso por voz sem qualquer rede; o relógio regista a noite. O que se ativa no telefone e o que tem de ficar desligado no relógio — passo a passo, com imagens.
Nesta história há dois telefones, e não convém confundi-los.
A preparação abaixo é para o segundo: o telefone que vai para o bosque. No telefone do próprio hóspede, estes mesmos dois passos mostram-se em 1 minuto na receção; no telefone do hotel, fazem-se uma vez quando o kit é criado, e não em cada entrega.
O telefone não mede o pulso de todo — nem o seu nem o de outra pessoa. O pulso é registado pelo relógio no pulso, e durante o percurso o hóspede olha para ele, não para o ecrã; o telefone só segue a linha e dá instruções. O que chega exatamente do relógio está no artigo O que o relógio mede.
O telefone é um Samsung Galaxy, o navegador é o Google Chrome.
Abra app.karlovyvary.info, toque nos três pontos à direita do endereço e escolha «Adicionar ao ecrã principal». Nas versões mais recentes do Chrome, a mesma opção chama-se «Instalar aplicação» — é a mesma coisa.
O Chrome mostra um painel com o símbolo do hotel e o nome Longevity. Toque em «Adicionar» e o atalho fica no ecrã principal, ao lado das outras aplicações.




Porque um atalho e não um marcador. Aberto pelo atalho, o portal ocupa o ecrã inteiro: não há barra de endereço, não há separadores de outras páginas, não há para onde sair por engano. O mapa do percurso recupera aqueles 50 pontos de altura que a barra do navegador ocupava. A memória é exatamente a mesma — o marcador e o atalho vivem no mesmo Chrome, por isso a cidade descarregada e a fila de percursos ainda não enviados ficam onde estavam.
Há uma armadilha, e tem a ver com atualizações. O portal é atualizado com frequência, e uma nova versão tem de ser descarregada 1 vez enquanto houver rede. A regra é simples: depois de uma atualização, abra o atalho 1 vez no hotel, em Wi‑Fi — e só depois saia. Caso contrário, no bosque aparece uma página em branco em vez do ecrã do percurso.
O mapa e as mudanças de direção descarregam-se sozinhos. Depois da primeira abertura, o portal descarrega em silêncio o mapa da cidade — cerca de 2000 blocos — e os caminhos pedonais usados para calcular as indicações. Deixe um telefone novo alguns minutos em Wi‑Fi, e o percurso funciona sem rede: a linha, as mudanças de direção, «saiu do percurso». A voz é a única coisa que se descarrega à mão — isso é o passo 2.
E há uma coisa que não se pode fazer: limpar os dados do Chrome. Com eles desaparecem a cidade descarregada, as indicações dos percursos e o percurso que ainda não chegou ao servidor.
O portal guia por voz: «daqui a 60 metros, vire ligeiramente à esquerda — Sadová», «escadas», «saiu do percurso». As frases existem nas 36 línguas e ficam no telefone com a aplicação, mas quem as pronuncia é o Android, não o portal. Por isso, só se ouve em voz alta a língua cuja voz foi descarregada antes para o telefone.
Tudo o resto de que o bosque precisa já fica pronto sem a nossa intervenção: o mapa da cidade descarrega-se sozinho, as mudanças de direção são calculadas antes e ficam num ficheiro ao lado do percurso — veja O ecrã do percurso. A voz é a única coisa que tem de ser ativada à mão, e a única que pertence ao telefone, não a nós.
A forma mais rápida de encontrar isto é pela pesquisa nas definições: Definições → lupa → «fala». Num Galaxy, a opção fica em «Gestão geral» e chama-se «Texto para voz».


Escolhe-se um só motor. Num Galaxy, ao lado de «Speech Services by Google» existe o motor da própria Samsung. Têm conjuntos de línguas diferentes e descarregamentos diferentes, e uma voz descarregada num não existe no outro. Escolhemos «Speech Services by Google»: tem mais línguas e é o mesmo em todos os nossos telefones.
Depois: engrenagem à direita do motor → «Instalar dados de voz» → língua → seta para baixo. Basta uma voz por língua: há 4 ou 5, e diferem apenas no timbre.




Descarregue por Wi-Fi: uma voz ocupa dezenas de megabytes por língua. Deixe «Atualização automática de vozes» em «Só por Wi-Fi», para o telefone não ir buscar uma atualização pelos dados móveis a meio de um percurso.
Se uma língua na lista não tiver seta, o Android não tem voz offline para ela. Não é avaria do telefone nem falha do portal: é assim que o Android funciona, e abaixo está escrito o que o hóspede ouve nesse caso.
Não é preciso pôr as 36 no telefone — e elas também não cabem. A ordem é esta:
O que o hóspede ouve e vê neste caso:
| Voz na sua língua | O que se ouve | O que aparece no ecrã |
|---|---|---|
| Descarregada | A sua língua | A sua língua |
| Existe no Android, mas não foi descarregada | Inglês | A sua língua e uma linha cinzenta: «Este telefone não tem voz para a sua língua — as indicações ficam no ecrã» |
| O Android não a tem de todo | Inglês | O mesmo |
O mais importante nesta tabela é a última linha. O ecrã nunca passa para inglês: as curvas, os metros até voltar à linha e «saiu do percurso» aparecem na língua do hóspede, mesmo quando a voz é outra. Um telefone calado no bosque é pior do que um em inglês — mas um ecrã calado não acontece.
A verificação demora 1 minuto e faz-se antes de o telefone sair do hotel.
O telefone está pronto — agora é a vez do relógio. A sequência completa, com os ecrãs e o que acontece em cada passo, está no artigo Relógio do hotel: como iniciar; aqui fica só a lista, para não esquecer nada.
Os relógios Garmin têm um modo noturno próprio. Na janela de sono — definida pelo horário de sono, nos kits é por volta das 10 da noite — o relógio substitui sozinho qualquer mostrador por um ecrã mínimo de sono: dígitos vazados e a linha do alarme. A partir desse momento, o nosso mostrador fica parado até de manhã, e com ele também a sequência do dia.
Em casa, isto é um cuidado com o dono; num kit, é uma armadilha: o hóspede levanta o pulso depois das 10, vê dígitos nus em vez do ecrã habitual e de manhã traz o relógio à receção — «o mostrador desapareceu». O relógio está bem, o emparelhamento está intacto, não há nada para reparar: é uma definição, e desliga-se uma vez, quando o kit é preparado.





Isto não mexe com o sono: o sono, a VFC e a respiração são medidos pelos sensores, não pelo ecrã, e medem-se da mesma forma com qualquer mostrador. O custo em bateria é pequeno: com o pulso em baixo, o nosso mostrador já desenha só o necessário — é assim que funciona um ecrã AMOLED, veja Mostrador.
Lembre-se de uma coisa: a reposição de fábrica do relógio volta a ativar o ecrã de sono. Se reiniciou o relógio, faça este passo de novo, juntamente com os restantes de iniciar o relógio.
O relógio não é entregue na caixa — é colocado no pulso do hóspede logo na receção, com a correia ajustada. Um kit que segue para o quarto dentro da caixa, na maioria das vezes, fica lá: há ligação, não há medições, e o painel escreve «parece que o relógio não está a ser usado».
E há uma frase na entrega que é a mais importante de toda a conversa:
O hóspede pega no telefone com o atalho que tem o símbolo do hotel e toca nele. O portal abre logo em ecrã inteiro — não se vê o navegador, não é preciso pedir o endereço nem escrever nada.
A pessoa escolhe o percurso, liga a voz e carrega em «Start». Depois disso, pode guardar o telefone no bolso: ele próprio diz «daqui a 60 metros, vire suavemente à esquerda», avisa das escadas e percebe se a pessoa saiu do caminho. Durante todo esse tempo, o pulso é registado pelo relógio — o hóspede levanta o pulso e vê o número e o intervalo em que o deve manter.
A meio do percurso, a rede costuma desaparecer, e nada muda: o mapa já está no telefone, as mudanças de direção foram calculadas antes e a voz sai do próprio telefone. Quando a caminhada termina sem rede, o portal mostra «A caminhada foi guardada no telefone» e envia-a sozinho assim que a pessoa volta ao hotel.
O telefone é preparado uma vez — quando o kit é configurado. Na entrega, o relógio é colocado no pulso do hóspede (passo 5) e, no telefone, só faltam verificar 3 coisas, que no total levam meio minuto:
Tudo o resto sobre a entrega e a recolha está nos artigos Receção: trabalho com as aplicações e Receção: percurso de longevidade.